Meus 25 anos

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Sempre tive a intuição que minha vida mudaria aos 25. Sempre me imaginei MAGRA aos 25… mas parece que agora estou bem distante disso (ainda faltam 11 meses e 30 dias rs).

Há dois anos e meio a permissão de me tornar mãe, assim tão de surpresa, me tirou de um lugar comum, de risadas histéricas e estéreis. Da superficialidade do meu ser. Com a primeira gravidez e amamentando Bruna Luz até um ano, achei que já tinha aprendido tudo, que tinha sido a mãe mais completa e poderosa! Os desafios com ela estavam só começando.

Hoje, aos 25, posso dizer que a vida se comunica a cada instante comigo, na verdade ela sempre falou mas depois da experiência do meu parto e a chegada de Theo (Deus num conceito de sagrado, divindade) eu simplesmente não posso mais ignorar esse chamamento.

E os psicanalistas me disseram que estou no meu processo de individuação, desencadeado pela maternidade. Ainda não pesquisei sobre isso, quero sentir antes de racionalizar.

Seja lá o que for, dói, mas é bom. Parir também “dói” mas é bom. Perder a virgindade pra mim não doeu, e não foi bom.

Abraçar… acolher a dor de crescer, de se frustrar… de estar exausta e continuar sendo solicitada… Entender que a vida segue caminhos que não controlamos, mas a sensação de saber para onde ir, mesmo sem saber, pois não se tem medo do desconhecido; conforta. Às vezes. Um pouco.

Já desisti de olhar para o lado e me comparar, isso já saquei que sempre foi um truque da minha insegurança (leia-se baixa auto-estima) para me deprimir. Nem olho pro passado porque ainda dói, mas já sei que doer é bom quando liberta. Nem olho pro futuro pois ficaria cheia de expectativas, ainda mais ansiosa e como comecei falando sobre emagrecer, pro futuro eu não olho mesmo.

Hoje olho pra dentro.

E Parabens pra mim!!!

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