Ela e seus problemas pra digerir

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E o que ela poderia fazer com aquele nó na garganta? Meio entalado. Mal engolido…. Digerir nunca foi sua especialidade!!! Demorava anos processando  nós antigos…

E mesmo depois de um tempo, regurgitava aquilo que ela nem imaginava ainda não ter sido processado.

Ela nunca foi muito boa na digestão. Por isso, talvez, a gordura. E a sujeira. E a solidão.

Ela colecionava coisas antigas e paixões mal resolvidas. Ela gostava da segurança de sempre ter pra onde correr. Mesmo que não fosse acolhida.

Seus processos eram lentos, duros… Apegava-se até a tristeza, ou aquilo que não a fazia tão bem. Como quem tem uma afinidade profunda com a melancolia.

Depois de todo processamento da frustração já sabia a etapa seguinte: a saborosa culpa que ela se lambuzava sem moderações! Ela tinha de ser culpada. O tormento da culpa a deixava se sentir mais viva.

Logo ela? Tão feliz, tão iluminada, tão sorridente… Máscaras meu amigo, talvez pra disfarçar uma agonia contida que não tinha espaço de existir. Hoje em dia a gente só pode ser feliz.

Logo ela? Desde pequena treinada e moldada pra “trazer a alegria”. Ela que inspirava luz? Que fardo pesado de se carregar!

Ela não tinha o direito de viver o luto do não.

E já era grandinha demais pra não saber lidar com suas frustrações (ainda que ninguém tenha a ensinado muito bem).

Mais do que tudo na vida, agora ela amava a maturidade!

Já tinha entendido que a vida é cíclica e que se entregar de corpo, alma e um pouco mais, fosse à tristeza ou à alegria era sempre a melhor solução.

Ambas passariam em algum momento!

Tudo passava em algum momento, e isso já não soava tão desesperador.
Um viva pra tal maturidade!!!!

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