Ela que não pensa em ter filhos

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“Respira. Serás mãe por toda a vida. Ensine as coisas importantes. As de verdade.A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes. Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu. Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.Deixe ele imaginar. Imagine com ele. As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas. Os gritos da mãe doem pra sempre. Você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce. Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais. E, acima de tudo, respire. Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez.”

(Jessica Gómez Álvarez)

Hoje recebi uma amiga que não via há muito tempo. Ela não tem filhos, não pensa em ter tão cedo… fomos amigas no auge da minha liberdade, de não ter limites e nem ressaca. O dia foi ótimo mas quando a mais velha chegou foram horas difíceis. Sabia que a manha de BL era sono, mas me incomodou. Passei o dia todo dizendo pra minha amiga que estava feliz. O destino (talvez pra me testar?) Mostrou o meu cotidiano mais caótico. O ciumes do irmão travestido num excesso de energia e abraços pra chamar atenção. O mais novo num “dia sugador”. “Ele não sai do peito, né? É… tem dias que não!” A minha falta de paciência / exaustão que bate pico às seis da tarde… eu olhava pra cara dela e sentia o susto. Não é fácil. Quando ela foi ainda brinquei, ve se não traumatiza… ela riu. Sei percebeu o desepero, o sufoco, a demanda que é a realidade de maternar 24 horas, ativamente. Sei que se sentiu aliviada por ter sua liberdade, seu tempo. Seu espaço. Tem dias que só sonho com minha liberdade. Meu tempo. Meu espaço. Hoje sonhei com festa, cigarro, vinho, virar a noite… E amamentar não foi tão prazeroso. E a demora da mais velha pra dormir não foi tão engraçada. Tem dias que é assim… da vontade de sumir, chorar, se esconder. Daí a vida… que ensina o tempo todo te presenteia com esse poema. Ele surge despretencioso e você chora aquilo tudo que ficou preso, engasgado, que não aconteceu. Chora toda frustração, toda limitação… chora de cansaso e de felicidade. É a maior responsabilidade do mundo criar gente. É dolorido… mas é maravilhoso! Há beleza no caos!!!!

OBS: “Os gritos da mãe doem pra sempre.” Essa frase é forte demais… rs

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